sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Os 10 anos de Street Fighter V

No dia 16 de Fevereiro, Street Fighter 5 celebrou 10 anos de existência. O que fez muitas pessoas nas redes sociais trazerem seus momentos, elogios e reclamações do jogo.





E eu gostaria de fazer isso também, porque apesar do que falam, SF5 foi um jogo muito especial para mim, o joguei bastante. Tendo mais de mil horas e enxergando bem mais qualidades, mesmo com os erros.

A primeira coisa que tem que ser mencionado, é que Street Fighter 5 foi financiado pela Sony, se não fosse por isso, o jogo não existiria. Por causa disso o jogo foi lançado somente para os consoles da Sony e PC.

O primeiro e grande problema do seu lançamento é que o jogo foi projetado para o público online, as opções offline eram bem poucas, além do online não ajudar, em muitos momentos. O sistema de crossplay (que até então não era uma coisa comum nos jogos de luta) foi um ótimo auxílio para não ser um problema buscar jogadores.

Eu ainda lembro quando testei o Ryu nas primeiras vezes (o Ryu tava em alta, porque no Ultra SFIV, apesar de ser um personagem intermediário, ele conseguia ser um personagem consistente, cumprir o seu papel, mesmo sem grandes recursos), fazer parry era uma coisa mágica, porque até então, parry só era uma coisa recorrente nos jogos de Street Fighter 3.

O elenco inicial bem diversificado, conseguindo reunir diferentes gerações de lutadores, ao mesmo tempo que trouxe novos.

A moeda do jogo, o Fight Money, que apesar de ter sido capada com o passar das temporadas, é muito útil. É possível comprar personagens, skins e cenários, além de outras coisas menores.

Eu mesmo só focava nos personagens, juntava só para isso. Resultado, eu só fui gastar dinheiro para comprar personagens quando saiu a atualização do Champion Edition, que dava um monte de conteúdo (eu comprei pelas skins), ainda vinha com os personagens da Temporada 4.





Tanto que eu duvido que a Capcom vá fazer algo semelhante novamente em um jogo futuro, mesmo que o jogo esteja vendendo bem.

E foi em Street Fighter 5 que a Capcom viu que não valia mais colocar o Akuma no elenco inicial, porque o personagem é famoso demais e vai vender bem quando sair em dlc.

Na parte de gameplay, apesar da variação, sempre foi um problema balancear os v-triggers e vskill, mas eu gostei de como com o passar dos anos eles conseguiram sair do óbvio algumas vezes, como um parry de agarrão (que ninguém usava), o vtrigger que permitia cancelar golpe dentro de golpe do Akuma ou as cartas que causavam debuff da Rose, além é claro do roubo de habilidade do Seth, onde para cada personagem, era uma habilidade diferente adquirida.

Mas o sistema de prioridade de golpes sempre foi uma reclamação e um ponto levantado pela comunidade. Onde se dois golpes se chocam ao mesmo tempo, o golpe com maior força é o golpe que vai ter prioridade. Então em uma situação onde você aperta um botão fraco e seu oponente um botão forte, se os dois forem ao mesmo tempo, o do oponente vence e ainda abre margem para você tomar um Crush Counter.

Foi o primeiro Street Fighter a ter loot box, o que foi uma bela porcaria, porque algumas cores bacanas ou uma skin clássica de algum personagem só podia ser adquirida através desse método (a skin do Barolg do boxeador do SF1, a skin do Sagat do SF1, a skin do Vega do SF2, a skin do Dhalsim do SF2. Agora não tenho certeza se a do Bison também estava por esse método).

E não podemos não falar da skins, com a Capcom lançando pacote como se não houvesse amanhã, para faturar a janta do dia seguinte, enquanto nos entregava uma variedade de skins que deixa qualquer jogador de Street Fighter 6 com inveja.

Apesar de serem muitas, foram um ponto alto no jogo. Porque no pior dos cenários, dava para comprar a skin do modo história do seu personagem na loja do jogo com o Fight Money, sem precisar gastar dinheiro real.





Entra altos e baixos, o jogo soube construir sua imagem, melhorar em muitos pontos, mas infelizmente o online sempre foi uma mancha. Até quando um individuo criou um mod para melhorar as lutas, o que entre PC ficava uma maravilha, a Capcom fez uma atualização e barrou o mod. Porque ele piorava o lag para jogadores de Playstation.

A última temporada do jogo veio por causa da pandemia, eu gostei dos personagens escolhidos, e ainda que eu tenha simpatizado com o gameplay do Luke a primeira vista. Não me agradou ver que a Capcom o deixou forte suficiente para ele ser destaque e ser a escolha mais óbvia quando um pró player precisava de um personagem forte.

Assim os torneios do último ano do jogo foram inundados de Luke, coisa nada divertida de assistir.

Diferente da SNK e outras empresas que se importam em revisitar os seus jogos para melhorá-los e deixá-los com um bom legado, a Capcom só se importa se isso for resultar em dinheiro para ela. E como melhorar o online do SF5 não vai dar lucro ao ponto de se importar, o jogo sofrerá desse online de qualidade duvidosa.

Agora sobre vários outros aspectos, Street Fighter 5 é um jogo divertido, com conteúdo para quem só quer apertar botão em algum modo offline ou para quem quer se arriscar no online, porque sempre vai ter um gato pingado por lá. Só não vá reclamar da qualidade do online, porque dele você já foi avisado.

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