terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Primeiras impressões 2XKO, divertido até a página 2

 No final de Janeiro eu tiver a oportunidade de testar um pouco mais de perto 2XKO, joguei umas partidas versus, vi o que tem de disponível no jogo nessa versão 1.0 lançada para os consoles.

Para ser mais preciso, preciso dizer que não é a primeira vez que jogo 2XKO, fim de Novembro do ano passado eu tive a oportunidade de jogar pela primeira (PRIMEIRA) vez mesmo.






Me interessou o pouco que eu vi, só que foi uma experiência bem limitada. Porque eu tava jogando contra um amigo que não tinha tanto conhecimento de jogo, enquanto eu tava conseguindo me virar só com o conhecimento que tinha de jogo tag. Também não joguei partidas online. Com isso eu não sabia se o que eu tinha a dizer (ou escrever) era interessante ao ponto de se tornar um texto.

Até rascunhei alguma coisa, mas o rascunho ficou oculto nas postagens não publicadas da vida. Até que em janeiro o jogo é lançado na sua versão 1.0 e sai para os consoles. A primeira versão que testei foi de computador, mas essa mais recente foi de Playstation 5.

Começando a falar do jogo realmente, a primeira parte é sobre passe, coisas pequenas pra ganhar experiência, online, skins e afins.

Eu vi algumas pessoas reclamarem que o jogo não tem muito conteúdo offline, que ele parece ser o tipo de jogo focado MUITO no online. E assim gente, ele é da Riot, eu não jogo League of Legends, mas de tudo que eu vi, bate na questão de comercialização. Com skins caras, passes de temporada que são mais comuns que dlcs nos dias de hoje, esse é o "normal" da Riot. 

Como se ela fosse realizar algo justo ou mais equilibrado por ser um jogo de luta. O mais importante é que os bonecos são de graça. Não sei o quão pesado vai ficar o grind para os jogadores que vierem depois. 






Porque uma coisa é você pegar o boneco no lançamento, com a empresa te dando uma moral pra ficar menos ruim pegar. Agora quando começar a juntar personagens, ai eu quero ver se ela vai olhar esse lado também, mas ainda tá muito cedo pra especular sobre isso.

Na parte de gameplay, o jogo é gostoso de jogar. Se você já jogou algum tag fighter, vai poder usar como base. Para quem não tem hábito, não parece um bicho de sete cabeças como tentam (ou tentaram fazer parecer), pelo fato do jogo não ter motion inputs (comando de golpe, tipo meia lua pra fazer um hadouken), é só uma questão de costume.

Agora uma coisa que eu tenho que mencionar é o quanto o jogo se torna cansativo mentalmente com o passar do tempo jogando. Visualize a situação: meus combos são meia boca, afinal, eu não treinei, to só usando o básico de qualquer tag fighter (fraco, médio, forte, joga pro alto, repete no ar e termina com um golpe ou especial), não é o melhor dano do mundo, mas é o que tem pra hoje.

Mas o posicionamento ajuda, tento entender pra não abrir a guarda de graça, mesmo que qualquer combo que eu tome seja de maior dano, porque o adversário sabe otimizar e trocar o aliado durante o combo. Tento descobrir brechas pra bater um pouco.

A questão é que além disso, tem momentos que a luta entra em um ritmo devagar, de análise. O round tem 2 minutos, só que mais de uma vez, teve lutas minhas que duraram 1 minuto e meio. No fim do round, eu já tava com a sensação de corrido uma maratona, quando na verdade ainda existia o próximo round pra confirmar a vitória.

"Ah, mas isso é porque você não sabe jogar. Quando você aprender um combo de 30 segundos que leve de 30 a 40%, o jogo vai se tornar divertido". O que eu tenho pra dizer pra esse pensamento é "vá pra puta que pariu".




Justamente pelo fato do jogo ser tag, ele tem a necessidade de ser um pouco mais corrido pra se manter dinâmico. Street Fighter x Tekken, quando você vence um personagem, você vence o round. Em Marvel vs Capcom 3, até o combo mais básico você tem sensação de dano, o jogo é mais corrido e o tempo da partida é menor e ainda assim consegue ser mais dinâmico e menos cansativo.

Pra se ter uma ideia, a gente terminou de jogar 2XKO (foi quase uma FT20) e fomos jogar Marvel vs Capcom 3 e quase foi uma FT20 novamente. A experiência com Marvel vs Capcom 3 foi bem agradável na parte de ritmo de jogo e eu não tive sensação de cansaço mental no MvC3 mesmo sendo uma vítima (o único jogo tag que eu entendo um pouco melhor é Skullgirls e era basicamente esse conhecimento que eu tava usando pra jogar 2XKO).

Uma coisa que eu senti falta foi uma ferramenta de advanced guard de fácil acesso (apertar os 2 botões de ataque na defesa, pra empurrar o boneco pra longe). Eu sei que existe um parry, mas no meio da luta não tive tempo de aprender.

Sobre personagens, todo mundo parece legal, a Ahri eu já tinha testado antes e fui aprendendo na luta a Caitlyn. E adorei ela, que boneca maneira. Ficar posicionando armadilhas e querer 'snipar' outros é uma coisa muito divertida.

Eu acho que vale o teste, independente da plataforma que você jogue, porque o jogo é de graça. Não acho que ele vá salvar a FGC (como muita gente no Brasil tentou alardear na época que ele tava pra sair, muitos anos atrás), do mesmo jeito que também não vai revolucionar, onde todas as empresas vão ver como é SUPER INTERESSANTE ir para o modelo free to play.

Talvez aprendendo com mais calma ou me acostumando, a sensação de cansaço mental não seja mais uma questão.

Sobre o futuro, eu ainda acho que a maior parte dele vai ser sobre o versus online, porque o foco dele tá nisso. Vão colocar algumas coisas pra fora das rankeds da vida, mas eu não acho que vá ser nada que chegue aos pés de Brawlhalla por exemplo (que é free to play, mas tem alguns modos para jogadores casuais).


Nenhum comentário:

Postar um comentário