sábado, 17 de fevereiro de 2024

A oportunidade de reunir todo mundo em Mortal Kombat 1 (2023)

Com uma nova linha temporal sendo formada, Mortal Kombat 1 (2023) traz os mesmos personagens, mas em papéis diferentes e com isso surge a oportunidade de apresentar o universo já conhecido de uma forma nova. Só que mais do que isso, a oportunidade de apresentar o máximo de personagens juntos de forma jogável, ao mesmo tempo que os personagens da era de ouro retornam, dar espaço para os personagens da era 3D (que não é muito popular).

A questão é que isso não é bem aproveitado, a sensação que fica é que está faltando alguma coisa, se comparada a Mortal Kombat 9 por exemplo, que teve um soft reboot e na história (recriando o primeiro Mortal Kombat) conseguiu apresentar o elenco clássico, ao mesmo tempo que trouxe alguns personagens da era moderna.



Tela de seleção de personagens de Mortal Kombat Armageddon

Na escolha de design, eu não sei se os Kameos Fighters foram uma boa escolha, porque uma parte ali foi ignorada no modo história e usar o personagem como assistência não é a mesma coisa que ter ele jogável com 100% de liberdade. Não é que precise ser algo aos moldes dos MK Armageddon com mais 60 personagens jogáveis, mas o número poderia (e deveria) ter sido bem maior do que foi apresentado no elenco inicial (e nas assistências).







O season pass poderia diminuir essa sensação, mas passa a impressão que personagens convidados são mais importantes que personagens da franquia. E não me leve a mal, eu gosto de personagens convidados, gostei como transportaram o Omni-Man para o MK (junta isso com o fato do jogo ser dublado, não tem como não ficar animado, para quem conhece a animação da onde vem o personagem), mas as escolhas soam duvidosas. Poderiam ter colocado Quan-Chi e Ermac no elenco inicial e dar esses dois espaços a personagens do universo. Mas isso envolveria custo de produção e com certeza a NetherRealm não quer se preocupar com isso (ainda mais que existe a possibilidade deles terem sido cortados para entrar no season pass, já que participam do modo história).

Espero que daqui a uns anos, quando o jogo tiver mais completo, ele passe a sensação que estamos jogando com todos os personagens de todas as eras. Porque não existe momento mais propício para apresentar um grande elenco do que no começo de uma nova linha temporal. Mas a verdade é que ninguém sabe (até o momento) se os produtores da NetherRealm se importam de fato com isso.

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