quinta-feira, 22 de maio de 2025

Evo Japão 2025 e a falta de diversidade na cena BR

Realizada nos dias 9 a 11 de maio, a Evo Japão foi um evento que teve grande destaque.

Com ótimas lutas, sendo o primeiro torneio grande de Fatal Fury CotW, com Xiao Hai levando o primeiro lugar. Street Fighter 6 com uma imensa quantidade de jogadores, por volta de 7 mil participantes. Com MenaRD sendo o vencedor (pela segunda vez).





Os brasileiros também fizeram sua participação, com o time da 2Game, onde infelizmente não foi possível conseguir uma colocação de tanto destaque igual na Capcom Cup, mas ainda assim tiveram boas lutas.

E no último dia de evento, entre tantos streams fazendo transmissão, uma coisa me deixou bem surpreso quando passei pela live do Maximillian Dood, onde ele tinha 12 streams abertos ao mesmo tempo e onde estivesse ocorrendo luta ele colocava como destaque, não dando prioridade para jogos principais, como Street Fighter 6, retransmitindo lutas de jogos como Soul Calibur 6 e Virtua Fighter 5.

Uma coisa maravilhosa de assistir para quem gosta do gênero em si e não só de um jogo especifico, e vendo isso me fez pensar (mais uma vez) que isso falta na cena de criadores de conteúdo de jogos de luta no Brasil. 



                                                   Maximillian Dood



Falta diversidade, falta falarem mais de outros jogos que não sejam só os principais do gênero, como Street Fighter, Fatal Fury (KOF) e Mortal Kombat, pro lado de cá.

Existem criadores que falam de jogos diversos dentro da comunidade, mas o número é tão pequeno, ao mesmo tempo que os mais relevantes, geralmente se focam em um único jogo.

Diferente da comunidade gringa, onde você vê criadores de conteúdo pequenos e grandes falando de jogos de luta diversos (o Justin Wong e o Maximillian Dood são ótimos exemplos), no Brasil a comunidade é mais dividida por jogos (quem joga Street Fighter 6, não costuma jogar outro jogo).

E quando surge a oportunidade de divulgar um jogo diferente pra sua audiência, essa oportunidade não é aproveitada. Como quando um brasileiro fica em destaque em alguma competição gringa e a notícia é repercutida dentro da comunidade, com todos vibrando.

Talvez você pense que essa oportunidade é aproveitada, porque em muitos casos viram vídeos documentários narrando a trajetória do brasileiro na competição ou só analisando suas lutas.



   Yuz, pró player, jogador de alta performance e campeão mundial no Brawlhalla



Mas eu te pergunto: tem algo mais divertido e surpreendente do que assistir um criador que você gosta experimentando um jogo novo: Descobrindo as coisas, mostrando que determinado jogo pode ser divertido também, e que talvez você só não o tenha testado porque não deu uma chance?

Quantas vezes você foi influenciado a dar uma atenção maior a um determinado jogo porque viu um vídeo no Youtube de alguém jogando e falando dele e isso foi o suficiente pra você colocar o nome do jogo na lista de "tenho que testar".

É nesse ponto que vejo a comunidade de criadores de conteúdo de jogos de luta brasileira falhar. Na semana que tivemos um brasileiro tendo destaque em uma competição em Guilty Gear Strive, todos comemoraram.





Imagine como seria bom pra comunidade de Guilty Gear Strive, tendo o jogo divulgado por alguém que costuma jogar Street Fighter 6 (ou Mortal Kombat ou The King of Fighters). A pessoa aprendendo o jogo, tendo a experiência da novidade sendo compartilhada, ao mesmo tempo que serve de porta para muitos novos jogadores.

É claro que ninguém é obrigado a jogar um jogo que não está afim, mas estas são ótimas oportunidades para integrar ainda mais a comunidade, ao mesmo tempo que ajuda um jogo com uma comunidade menor ter um destaque que normalmente ela não teria.

Infelizmente o costume de jogar um único jogo grande na criação de conteúdo aqui pelo Brasil é bem forte e isso dificulta para que as coisas mudem, se é que vão mudar um dia.

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